Diário de Um Feto

Por que a Imbecil Juventude Pós-Moderna defende o Aborto?

04/12/2016
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O sucesso da esquerda está diretamente ligado a lenda de que o mundo está todo bagunçado por conta da religião cristã e, que a solução está nos ”jovens revolucionários salvadores do planeta”. Por isso, há tantos desavisados defendendo a prática de aborto achando que a moral judaico-cristã é um mal retrógrado que a impede de ser legalizada.

Não perco tempo discutindo com quem acha que ser contra o aborto depende da questão religiosa.

A pessoa tem que ser completamente alienada para achar que só o Cristianismo critica a prática. Na bioética há fundamentos suficientes para concluir que a prática do aborto é um atentado violento contra a vida. É certo que para os cristãos o aborto sempre foi considerado pecado grave, porém, devido ao conhecimento que tinham os primeiros seguidores do Evangelho que se reuniram fora de Israel, questões referentes ao início da vida intrauterina eram recorrentes e, influenciadas pelo pensamento greco-romano. Por séculos, o início da vida no ventre da mulher foi uma discussão filosófica, não apenas religiosa, mas, humana. Aliás, a Igreja Católica Romana, só passou a condenar oficialmente o aborto em todos os estágios a partir da descoberta do óvulo feita por Baer, no século XIX. Até então a religião condenava o aborto baseando-se na definição aristotélica de que até 60/80 dias ”não existia alma”, logo, não existia vida. Foi o avanço da ciência que trouxe a confirmação incontestável de que a vida inicia-se na concepção e, impulsionou o posicionamento definitivo da Igreja Católica.

É extremamente cansativo ficar repetindo isso a esses jovenzinhos que não sabem nada além do que seus próprios miolos afetados dizem. Sei que estou ficando velha porque já não tenho paciência com essa juventude!


O período intrauterino é o estágio em que o ser humano mais se desenvolve, e, essa não é uma afirmação religiosa, é científica.

(…) é cientificamente correto dizer que a vida humana começa na concepção. – Dr. Micheline Matthews-Roth, Harvard Medical School: Quoted by Public Affairs Council

O único argumento na bioética que defende o aborto é baseado na filosofia de Peter Singer. Conhecido como doutor morte por suas defesas imorais que atentam contra a vida humana, é também o ”pai do direito dos animais”, ele alega que especismo é crueldade, para ele comer carne animal é desumano. Ou seja, sua filosofia moraliza os bichos colocando a importância da vida humana em igualdade com a vida animal, por meio disso, chega a defender testes farmacêuticos em cobaia humana: crianças e adultos com deficiência mental, ao invés de cobaia animal. Em sua concepção os chimpanzés e cães são mais úteis e saudáveis do que humanos deficientes. É com base no princípio da ”ausência de consciência” que Peter Singer justifica a eutanásia em pessoas com doenças específicas, assim como também o aborto “pós-nascimento“. Por mais absurdo que seja essa idéia, a ausência de consciência do bebê até os três anos de idade é usada para justificar sua irrelevância no mundo, o que para Singer torna aceitável a decisão dos pais se livrem dos filhos até essa idade, se assim desejarem. A idéia já foi inclusive defendida por acadêmicos em artigo publicado no “Journal of Medical Ethics” intitulado: “After-birth abortion: why should the baby live?” – literalmente: “Aborto pós-nascimento: por que o bebê deveria viver?” — É válido ressaltar que os mesmos argumentos usados para defender essa monstruosidade são usados para defender o aborto até 12 semanas (três meses). Enfim, para o controverso filósofo o problema do Ocidente moderno é a influência do Cristianismo que estabeleceu a moral e valorizou a vida, acaso não tivéssemos a influência cristã, hoje seria comum o infanticídio. Para ele exterminar crianças deveria ser absolutamente normal, como já foi em grandes civilizações passadas.

Quando a morte de uma criança deficiente levar ao nascimento de outra criança com melhores perspectivas de uma vida feliz, a quantidade total de felicidade será maior se a criança deficiente for morta… matar uma criança deficiente não se equivale moralmente a matar uma pessoa. Com muita freqüência, isso não é errado. – Peter Singer

Defensor de todos esses absurdos, Singer segue com o discurso de que cada homem é um salvador do mundo, acusa ricos por toda pobreza e miséria existente, enquanto segue fazendo suas doações como sinal de que ele tem a fórmula para salvar o planeta. Um típico hipócrita em favor do ”progresso”.

Há décadas a ciência não tem a menor dúvida sobre o momento em que a vida se inicia, mas, isso é o que menos importa para quem quer legalizar o aborto. O mais curioso é que a maioria dos jovens e adolescentes são ridiculamente influenciados por um pensamento enlatado que a mídia repete insistentemente como se fosse um sinal de progresso. Esses jovens não fazem idéia de onde vem a influência da opinião que eles acreditam ser puramente deles. Insistem militar em favor do aborto em nome de um ”progresso” utópico, embora na prática, seja preciso ser monstruosamente desumano (insensível) para considerar normal e aceitável despedaçar bebês.

Não são apenas cristãos que defendem a vida.  A ciência, acadêmicos, até alguns grupos ateístas e, a própria História nos mostram que descriminalizar o aborto é um retrocesso, uma volta aos tempos primitivos. Mas, abraçar essa ideologia ”progressista” é extremamente fácil. Culpar os outros pela desgraça da humanidade é confortável. A idéia de que você é bom por se importar (teoricamente) com a pobreza e o sofrimento mundial enquanto vive sem fazer praticamente nada por quem está ao seu lado, atua como um analgésico mental. Porém, na prática, todos estão muito preocupados com seus próprios umbigos, afinal, parecer moderno vale mais do que ter o mínimo de compaixão por um inocente.

O analgésico que traz a ilusão do jovem pós-moderno o deixa tão dopado ao ponto dele acreditar que a impiedade o transforma na pessoa mais progressista do universo, porém, isso é apenas mais uma demonstração do egocentrismo desta geração. Na realidade, nossos jovens estão sendo verdadeiros imbecis. Completamente alienados, desprovidos de senso crítico e altruísmo. 

A ciência comprova tudo o que a Palavra de Deus afirma, ela não revela a verdade, ela apenas confirma a Verdade que já nos foi revelada.

Meu conselho aos jovens que querem de fato progredir, é que permaneçam firmes na Verdade, pois, essa é a única forma de melhorar a condição humana, começando por você. O desafio do jovem cristão pós-moderno é ser forte, ter a Palavra de Deus viva e eficaz dentro de si, amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Por mais careta que isso possa parecer, é justamente o que diferencia um indivíduo que busca transformação daquele que está em seu estágio primitivo de depravação total.  — Jovens, sejam fortes!

Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno. Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. 1 João 2:14-17

  • Ps: No decorrer da semana vou escrever um artigo mais detalhado sobre a filosofia de Peter Singer e trazer um pouco do pensamento do homem que está influenciando as idéias da juventude ocidental.




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9 Comentários

  • Thi 08/12/2016 em 9:13 PM

    Ideia*

    • Cris Corrêa 09/12/2016 em 3:09 AM

      Sem acento? Nunca rs…

      • Jurandir 14/12/2016 em 10:51 AM

        Ideia não tem acento. Isso só mostra que os direitistas são no fundo muito mais iletrados que os esquerdistas.

        Feminismo é um câncer, mas a questão do aborto é uma das poucas coisas boas. O problema é esse: escolher lados é coisa de gente alienada. Às vezes eu realmente não sei o que é pior na sociedade atual, se é o feminismo ou o conservadorismo.

        • Cris Corrêa 15/12/2016 em 5:06 AM

          Primeiro que eu não represente ”os direitistas”, respondo por mim APENAS. Logo, essa sua maneira de se dirigir a mim me tratando como um coletivo só demonstra o quanto sua mentalidade está doutrinada. Segundo, é ridículo dizer que alguém é iletrado por não aderir ao novo acordo ortográfico que entrou em vigor apenas em 2013, alias, assinado por um analfabeto funcional. Terceiro, sou adepta da norma culta, e não acredito em um linguá popularizada, acredita na tradição ortográfica e a respeito, logo, nos ditongos das palavras paroxítonas que eu quiser usar o acento agudo, irei usá-lo.

          Com base na sua ignorância e, insensibilidade perante a vida humana, já que considera aborto ”coisa boa”, vejo que sua opinião não me interessa. Sobre você não saber o que é pior na sociedade em que está inserido, comece em avaliar sua própria vida e tentar melhorá-lá. É o que eu faço. Beijos.

  • YURI 05/12/2016 em 2:19 PM

    Então, no século XIX a condenação foi apenas renovada. É costume da Igreja Católica reiterar sua posição em bulas e concílios.
    Já no Didaqué, o primeiro Catecismo cristão, datado de 90-100, a Igreja Católica já condenava oficialmente o aborto. E essa condenação era abrangente. Apesar de não ser dito explicitamente que o aborto era proibido desde a concepção, ele o era.
    A lei que determinava que as mulheres que abortassem seus filhos deveriam permanecer excomungadas até o fim da vida era da Igreja Primitiva. No Concílio de Ancira que os bispos consideraram a pena de excomunhão pro resto da vida muito dura, e estabeleceram dez anos de penitência para o crime.

  • YURI 05/12/2016 em 1:30 AM

    Texto muito bom, mas tem um errinho. Apesar da Igreja Católica nem sempre ter tido a noção exata de quando o feto recebia uma alma, ela sempre condenou o aborto em qualquer estágio.

    • Cris Corrêa 05/12/2016 em 3:53 AM

      Oi Yuri.

      Em todos os estágios, a Igreja passa a condenar oficialmente apenas a parir do século XIX. Mas, em momento algum disse que a Igreja por adotar o princípio aristolético, em algum momento deixou de condenar como pecado o aborto. Tetuliano, Santo Agostinho e Cesário de Arles são os autores deste período que possuem mais intervenções em relação ao aborto. Embora não tivessem certeza de quando iniciava-se a vida, mesmo que influenciados pela cultura greco-romana, ainda assim condenavam a prática, porém, especulava-se em que momento a vida inciava-se, com isso variava muito de região, e no decorrer da História, quando a interrupção era considerada aborto. Os primeiros documentos em relação a isso são os Concílios de Elvira (305) e de Ancira (314). – Este último excluía da comunhão, por toda a vida, à mulher que realizasse um aborto e estabelecia uma penitência de dez anos para que pudesse voltar à comunidade eclesial (ainda sem poder comungar). Essas penas eram locais e variavam de tempo de um país para outro – porém, de modo ininterrupto e universal, o aborto sempre foi colocado entre os pecados mais graves e, consequentemente, mais severamente punidos. A citação no texto foi referente ao posicionamento oficial sobre o início da vida, que acontece no século XIX.

      Beijos

      • YURI 05/12/2016 em 2:19 PM

        Então, no século XIX a condenação foi apenas renovada. É costume da Igreja Católica reiterar sua posição em bulas e concílios.
        Já no Didaqué, o primeiro Catecismo cristão, datado de 90-100, a Igreja Católica já condenava oficialmente o aborto. E essa condenação era abrangente. Apesar de não ser dito explicitamente que o aborto era proibido desde a concepção, ele o era.
        A lei que determinava que as mulheres que abortassem seus filhos deveriam permanecer excomungadas até o fim da vida era da Igreja Primitiva. No Concílio de Ancira que os bispos consideraram a pena de excomunhão pro resto da vida muito dura, e estabeleceram dez anos de penitência para o crime.

        • Cris Corrêa 09/12/2016 em 3:05 AM

          Pois é, não é bem isso ai que a História conta, basta analisá-la de forma neutra e com o devido cuidado. Agostinho mesmo aparece por vezes falando sobre o início da vida a partir do princípio aristotélico. Enfim, também isso nem vem ao caso, já que em momento algum disse que a ICAR tenha de alguma forma aprovado ou amenizado a gravidade do aborto. Beijos.

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