Feminismo Vida Cristã

O Fracasso da Mulher Empoderada

27/11/2019
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Ela lê “Aprendizados (minha caminhada para uma vida com mais significado)”, e acredita que o livro vai lhe transformar em uma pessoa culta e interessante, também lê “Seja Foda”, para parecer descolada e resiliente…

Me refiro aquela mulher que tem o braço mais gordo do que a coxa da Gisele Bündchen, mas, confia que nas páginas do livro de auto ajuda escrito pela modelo encontrará o caminho para ser uma pessoa melhor.

Bündchen se tornou a modelo mais bem sucedida do mundo e isso de alguma forma a fez acreditar que tem autoridade para questionar a Bíblia em seu livro, afinal, demonstrar que se considera mais inteligente do que o próprio Criador é mesmo um exemplo de autoconfiança, de alguma forma isso tronou seu protesto contra os muitos anos que (segundo ela) teve sua voz abafada, empoderado e nada como um drama pessoal transformado em discurso político para que a mulher comum fora dos padrões se identifique com a supermodelo ao ponto de se sentir representada por ela, não é mesmo?

Bom, não sei quem é pior, a modelo que conta as frustrações de uma carreira iniciada aos 17 anos onde o objetivo principal é vender a própria imagem e depois fala sobre querer se suicidar por ter sucesso exatamente nisso, ou, se é a gorda de 30 anos que crê que vai plantar a própria comida no apartamento alugado porque busca inspiração na modelo.

A falta de significado dessa geração é tão absurda que a passarela se torna inspiração da leitora cujo único exercício que pratica é o de apertar o botão da TV para reassistir Friends por incontáveis vezes. Enquanto a modelo dá dicas de  como ser uma pessoa melhor praticando ioga e aplaudindo o Sol, a publicitária exibe o livro com orgulho porque crê que vai aprender a ter boas vibrações com a Gisele.

Parece brincadeira, mas tem uma mulher adulta em alguma agência ou redação do Brasil que se encaixa perfeitamente nessa descrição, provavelmente é a mesma mulher que olha para o Caio Carneiro como um empreendedor, ainda que ele não diga o que vende para quem vende e como vende, mas, por algum motivo, esse rapaz que diz ter conquistado seu primeiro milhão aos 25 anos inspira essa balzaquiana que de vez em quando ainda pede ajuda aos pais para pagar uma fatura do cartão que estourou enquanto se orgulha de ser super independente. Essa mulher realmente acredita que vai aprender a “enfoderar-se” com o cara que olha para a mão e enxerga exatamente o que é preciso para ter sucesso, afinal: “os cinco pilares estão ao alcance da sua mão”. Pelo menos é o que garante o livro do jovem milhonario que fez uma coletânea de postagens motivacionais sem razão de ser, sem ligação contextual, apenas para vender muitos exemplares de um título babaca para gente imbecil que adota qualquer um como referência para “se tornar uma pessoa melhor”. Mesmo sabendo que os dedos da mão só fazem lembrar as parcelas do ingresso do show do Paul McCartney (que ainda não terminou de pagar), a  mulher de alma perdida considera essencial tentar ser foda:

F.eliz

O.timista

D.eterminada

A.bundante

Porém, ela não percebe que o auge da sua felicidade, otimismo, determinação e abundância resume-se as fotos que compõe o feed do instagram que podem ser contestadas com as próprias reclamações depressivas no Twitter. Então, posar na frente do espelho com mais um livro da moda só vai revelar a futilidade e ilusão em achar que as redes sociais são a vitrine de uma vida feliz. O fim é no consultório de um terapeuta que é pago para dizer que ela não tem o controle da própria vida.

Não importa a idade, peso ou profissão, a verdade é que temos o perfil exato da feminista de cabinete,  aquela que não é militante e se diz só simpatizante do movimento, se considera moderada porque não raspa a cabeça e não participa de protestos com os seios de fora, mas continua sendo um papagaio que fica repetindo “não preciso de homem” enquanto vive chorando porque é coodependente emocional e resume sua sobrevivência feliz a ter um namorado. Essa é a mulher empoderada do século XXI que não consegue parar de culpar o cristianismo, a sociedade, e claro, os homens, pelas frustrações amorosas que coleciona — o problema principal de seu desânimo é o sexo oposto, os homens não prestam porque rejeitam o “mulherão da porra” que só ela enxerga que é; quando na realidade, ela é uma chata que usa o Twitter como diário oficial para fazer críticas às colegas de trabalho que fazem consórcio de Tupperware, ou porque usam salto alto em plena segunda-feira para trabalhar, mas quando está se sentindo feia e mal amada grita por sororidade e clama por um mundo mais feminista. É essa mulher instável e sem o mínimo de direção que justifica a falta de laços de amizade verdadeiros por conta de uma autenticidade que não tem, ignorando a própria superficialidade egocêntrica que a faz considerar-se boa demais para qualquer convívio social.

Não é à toa que esses livros de auto ajuda disfarçados de “good vibes” ganham as prateleiras da mulher moderna. Falta Deus, sobra ego, transborda amargura e não há significância. Eu não tenho a mínima vontade de entrar para esse clubinho do Empoderamento. É muito mais gratificante ser uma mulher ultrapassada, que reconhece sua fragilidade, lê a Bíblia e serve a Deus. — Bem brega! Eu gosto. Aleluias!

É preciso crer que o poder de Deus se aperfeiçoa nas nossas fraquezas e que a mulher não precisa ser empoderada, mas, em Cristo, santificada.

Um teólogo português, autor do livro “Cuidado com o Alemão” destaca um dos males dessa geração como a crença no “deus na barriga”, essa fé bebe do hinduísmo e do budismo para dar fluência nos trechos em que o cristianismo parece avariado. Os crentes do ”deus na barriga” acham que parecem bem melhor e praticam melhor o que Cristo disse do que os próprios cristãos — o cristianismo é mau porque diz o que não deve, e o cristianismo é mau porque não faz o que diz. Assim, o ”deus da barriga” aparece como o cristianismo revisto e devidamente atualizado. Segundo o autor, o fato é que se instaurou a era da autenticidade em triunfo implacável. O ego passou a ser sempre um grande ego. — o “Big Me”. O pecado foi expulso da razoabilidade contemporânea e, quando muito, o que temos de mais parecido com ele é o erro que encontramos nas tais estruturas sociais coletivas que são tidas como opressoras; o mal deixou de ser primeiramente uma coisa dentro de mim para passar a ser uma coisa fora de todos nós. As coisas más da vida deixaram de ser detectadas primeiro no interior de cada pessoa e passaram a ser detectadas quase exclusivamente naquilo que está no exterior. — o “Big Me” não suporta a ideia de que possa ser a fonte de águas contaminadas. A própria pessoa que adere a fé do “deus na barriga” está tão em sintonia com esses novos conceitos que não precisa cumprir regras. A própria pessoa é a regra que deve cumprir — vivemos para o conforto em quem somos e não para o confronto com quem somos, o mais importante é que nos sintamos satisfeitos na nossa pele. — Se as velhas religiões exigiam que acreditássemos, esta nova só pede que sintamos. Mas, “servir ao próprio ventre”, fazer dos apetites, dos prazeres e das sensações a razão da sua vida resultará em uma mentalidade depressiva ou constante desequilíbrio emocional. O vazio será sempre latente enquanto a busca for por coisas que não podem completar a alma. A realidade é que a vida nos dá frustrações frequentes. David Brooks lembra-nos de que não existimos para sermos felizes, mas para sermos santos. Ele diz: “a vida é essencialmente um drama moral, não um drama hedonista.” — e só podemos ser santos se Cristo nos santificar.

O Cristianismo te convida a ler a Bíblia contra si mesmo e reconhecer que sem Deus você é um miserável, com Deus, mesmo fracos somos por Ele fortalecidos, pois, a alegria do Senhor é a nossa força (Neemias 8:10 ). Tudo é por Ele, para Ele e por meio Dele (Rm.11:36).

Você foi criado em um mundo onde tudo parece ser sobre você. Mas não é. Tudo é sobre Cristo! – Paul Washer

O papel do cristão é insistir na pregação do Evangelho, primeiramente para si, é na vivência que expressamos o que cremos. A mulher cristã é aquela que vive o que prega, não exatamente a que usa roupas de Downton  carátAbbey. É no seu caráter que a Pessoa de Cristo reflete, ela tem coragem e ousadia de pregar Jesus como Único Caminho, Verdade e Vida em um mundo que ri dela por isso. Ela sabe que o feminismo deve ser combatido, não por razões políticas, mas sim por uma questão de fé no Deus vivo. — É Ele a única fonte de libertação.

Vale destacar que o conceito de que precisamos de Jesus como Deus para nos salvar do pecado será sempre irrelevante para uma cultura que, antes ainda de ter deixado de acreditar em Jesus, deixou de acreditar no pecado. Se para amenizarmos a mensagem cristã, retirarmos a carga negativa do mal que somos e fazemos, destituímos ironicamente a mensagem cristã da sua respectiva esperança.

Não existe ser humano puro, mulheres e homens são igualmente terríveis, pecadores, miseráveis totalmente dependentes da Graça do Pai. Ter o único Deus verdadeiro como o sustentador da sua vida, prazer e felicidade, pode parecer piegas, mas é a única garantia de paz que você terá nesta e na próxima vida.

Sejamos totalmente dependentes Dele.

Arrependimento e fé. Humildade e amor. Eis os meios de tornar-se alguém menos pior.
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referência: Cuidado com o Alemão, Tiago Cavaco, Edições Vida Nova

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