Feminismo Vida Cristã

Mulher virtuosa, quem a achará?

14/04/2018
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O feminismo incentiva o desejo feminino de ser venerada e milita o tempo todo pelo culto às mulheres. Já o cristianismo incentiva a mulher a buscar virtudes em Cristo, e em todo tempo chama sua atenção para o arrependimento e a renovação da mente pela Palavra.

C.S. Lewis identifica algumas formas de amar. Uma delas é o Amor-Necessidade, aquele que diz de uma mulher: ‘Não consigo viver sem ela’ — Quando uma mulher é venerada, consequentemente irá sentir-se um deus, ela vai esperar culto, reverência, e não apenas de um homem, mas de todos. Afinal, ela crê que é um ser superior. Eva, no Édem, desejou ser como Deus. Essa vontade que nasceu no coração da primeira mulher criada, revela algo importante: sua descendência carrega uma natureza que busca ser cultuada. Mas, a mulher cristã não é mais filha de Eva, é nova criatura em Cristo Jesus, portanto, já não busca mais veneração, logo, esse “amor necessidade” não supre o seu coração.

“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor em muito ultrapassa os das mais finas jóias!” Provérbios 31:10

A Escritura diz que a mulher virtuosa tem muito valor, mas indica que ela será achada, ela não procura, é encontrada. Há uma frase que é atribuída a Lewis (mas creio ser do Max Lucado) que resume bem essa questão: “O coração de uma mulher deve estar tão escondido em Deus, que o homem deve procurar a Deus a fim de encontrá-lo.” — É também Lucado que diz que quando você sabe que Deus o ama, não fica desesperado pelo amor dos outros. A verdade é que uma mulher cristã espera ser valorizada por suas virtudes, não venerada pelo seu gênero. Por isso, ela busca o Pai das luzes e cultua o Criador para ter um coração preenchido pelo amor de Deus. A mulher virtuosa é aquela que antes de tudo teme ao Senhor, busca adquirir e refletir o caráter de Cristo. Sua prioridade é servir a Deus e Nele encontrar descanso.

“O homem que procura a mulher de Provérbios 31, deve ter certeza de que ele é o homem de Efésios 5!” – Antônio Brito

Um homem cristão precisa ter consciência de que ao achar a mulher virtuosa ele deve valoriza-la e honra-la ao ponto de faze-la se sentir protegida e preciosa, mas nunca venera-la e trata-la como a razão de sua vida colocando-a em um altar de adoração. Sua prioridade deve ser amar a Deus acima de todas as coisas, pois, ele crê que só assim é possível amar ao próximo como a si mesmo. Lewis também fala sobre o Amor-Doação e Amor-Apreciativo:

O Amor-Doação deseja proporcionar a ela felicidade, conforto, proteção – e, se possível, riqueza; o Amor-Apreciativo a contempla, e prende a respiração, e se cala, e se alegra por tamanha maravilha existir, mesmo que não para ele, e não se sente inteiramente deprimido por perdê-la, e prefirira perdê-la a jamais tê-la visto.” — C. S. Lewis (os quatro amores)

De uma forma mais poética, ele descreve exatamente o que Paulo diz em Efésios 5 – ”Maridos, cada um de vós amai a vossa esposa, assim como Cristo amou a sua Igreja e sacrificou-se por ela… sendo assim, o marido deve amar sua esposa como ama o seu próprio corpo, ninguém jamais odiou o próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, assim como Cristo zela pela Igreja.”. — É também em Efésios 5 que Paulo fala sobre o marido ser o cabeça da esposa, Lewis nos lembra que o marido é o cabeça da mulher somente na medida em que ele for para ela aquilo que Cristo é para igreja.

Adão deixou de prestar culto (reverência) ao Criador quando cedeu ao desejo de Eva, ao ser questionado culpou a mulher. Adão foi negligente, negou a autoridade que Deus lhe deu e não honrou a responsabilidade que foi a ele confiada. Mas, o homem cristão é regenerado, e deve assumir a função de cabeça. A Escritura diz ao homem: ”ame sua esposa como Cristo amou a igreja”, à mulher diz: ”dedique-se ao vosso marido” justamente porque uma vez que o homem já não é mais filho de Adão, como um servo de Cristo ele tem a capacidade de despertar na mulher o amor que a faz respeitá-lo: ”esposas, cada uma de vós respeitai ao vosso marido, porquanto sois submissas ao Senhor”. A maneira com que o homem ama (se doa) à sua mulher, ele será amado. Quanto mais ele se doa e a aprecia, mas ela se doa e o aprecia. É nesse contexto que nasce uma relação cristã de cumplicidade. Ambos amando a Deus acima de tudo, e dedicando-se um ao outro em amor. Não por mero sentimento, mas por escolha, vivendo dia a dia a prática da fé.– Ser o cabeça é ser o gatilho do amor.

“O amor é paciente; o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, nem é arrogante. Não se porta de maneira inconveniente, não age egoisticamente, não se enfurece facilmente, não guarda ressentimentos. O amor não se alegra com a injustiça, pois sua felicidade está na verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” I Cor.13:4 – 7

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