Feminismo

Chimamanda e a Hipocrisia do Feminismo

24/06/2020
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Você já deve ter ouvido falar na Chimamanda Ngozi Adichie. Muita gente se encanta com seu discurso sobre patriarcado e orientação para educar crianças feministas. Ela aparece em inúmeras capas de revista e entrevistas de TV proclamando que: “todos nós deveríamos ser feministas”. Mas, como todo ícone midiático do movimento, temos uma mulher privilegiada falando de opressão masculina no Ocidente se promovendo as custas de um discurso hipócrita.

Chimamanda nasceu em Enugu, na Nigéria, e foi a quinta filha do casal Grace Ifeoma e James Nwoye Adichie – o par teve seis filhos. James trabalhou na Universidade da Nigéria como professor de Estatística e criou a sua família em Nsukka (também na Nigéria). A mãe – Grace – foi a primeira mulher a se registrar na Universidade da Nigéria. Os filhos do casal estudaram na escola da Universidade e Chimamanda entrou para o curso de Medicina da mesma instituição de ensino, onde esteve durante um ano e meio. Enquanto cursava Medicina, a jovem editou uma revista chamada The Compass com os colegas de curso. Aos 16 anos, deixou a Nigéria e seguiu rumo aos Estados Unidos onde foi estudar Comunicação na Drexel University (Philadelphia). Chimamanda esteve na instituição durante dois anos até mudar para a Eastern Connecticut State University para conquistar o diploma de comunicação e ciência política. Durante esse período, escreveu uma série de artigos para os jornais universitários. Depois de acabar a graduação, fez um mestrado em escrita criativa na Johns Hopkins University, em Baltimore, e estudou História Africana na Yale University.

Em 2009 apresentou um TED Talk com o título The Danger of A Single Story que foi considerado um dos TED Talk mais assistidos da história. Em 2012 sua apresentação We Should All Be Feminists começou a ganhar o mundo e se transformou em livro em 2014. Desde os primeiros anos de carreira, Chimamanda vem fazendo aparições e discursos considerados pela mídia como ”poderosos”, porém, na prática é a velha crítica ao patriarcado focando em experiências pessoais que ferem um ego inflado capaz de se ofender até com um garçom que não a cumprimenta enquanto cumprimenta o seu acompanhante. Uma mulher nigeriana criticando sua terra natal, país indiscutivelmente atrasado, no Ocidente, enquanto externa sua raiva da dominação masculina e levanta uma discussão de igualdade de gênero, garante um lugar na mesa. É tudo o que a mídia precisa para vender a bandeira feminista como sinônimo de força! Mas, segundo a teórica feminista bell hooks, importante voz do feminismo negro americano, em seu livro: O feminismo é para todo Mundo, externar raiva pela dominação masculina e falar sobre igualdade de gênero não é tudo que é preciso para uma pessoa se tornar feminista:

Sem confrontar o sexismo internalizado, mulheres que levantavam a bandeira feminista constantemente traíram a causa nas interações com outras mulheres.

Embora hooks estivesse criticando a ascensão do feminismo de ”mulheres brancas privilegiadas da classe média” no início da década de 80, o que ela chama de feminismo reformista, vemos que hoje a nigeriana aparenta representar o mesmo perfil. Ou seja, na prática, é vantajoso adotar esse discurso ”anti-patriarcado machista” porque a mídia vai te abraçar e abrir portas pra você, esse benefício é inclusive reconhecido por teóricas do movimento que criticam o feminismo cultural/reformista. Como eu costumo dizer, uma feminista jamais abrirá mão de seu triunfo em detrimento do sofrimento de outras mulheres porque feminismo é a religião do Ego. É a ganancia das próprias mulheres que colocam em falência a utopia do movimento.

Quando me perguntam sobre Chimamanda, eu sempre respondo que ela é uma típica feminista, mulher privilegiada, classe média que se beneficia do discurso político para triunfar uma carreira que não seria expressiva, caso não tivesse embalada em uma bandeira ideológica com lugar garantido na mídia. Nos EUA, sua carreira de escritora alavancou com essa militância feminista, cercada de comodidades, ficou fácil fazer fama criticando uma sociedade que tem a liberdade da qual ela só exerce porque homens a conquistaram oferecendo suas vidas pelo zelo da pátria.

O mais curioso é que a Nigéria é um país em que o terrorismo de grupos islâmicos como o Boko Haram, aterroriza mulheres e crianças, especialmente cristãos, promovendo mortes e sequestros em massa de meninas e meninos que são obrigatoriamente transformados em agentes do terror e enviados em missões suicida, ou seguem sendo torturados, queimados vivos e estuprados inúmeras vezes por vários homens. Muitas meninas são forçadas a casar para gerar filhos para os terroristas, ou se tornam escravas sexuais de incontáveis soldados do inferno. Mas, para Chimamanda esse não é um problema de gênero, logo, ela não discute a questão. Se você pesquisar o que a feminista tem a dizer sobre a situação das meninas na Nigéria, essa será sua resposta, não se trata de um problema de gênero, de fato, concordo com ela, já que meninos também sofrem com o sequestro e alistamento obrigatório aos grupos terroristas, porém, é inegável que as meninas estão lá, estão sofrendo e têm seus corpos violentados, brutalmente usados como meio de reprodução, essa não seria uma luta para o feminismo liderar? Seria se o movimento se importasse com as mulheres oprimidas, mas não é bem com isso que uma feminista quer se preocupar. A pergunta é, por qual motivo Chimamanda vê problema de gênero na América quando questiona a exposição do corpo feminino como tabu, quando questiona a virgindade e segue falando do problema patriarcal em um país que oferece plena liberdade às mulheres justamente porque homens sacrificaram suas vidas na guerra para promover democracia, enquanto se cala sobre a situação horrível de seu própria país porque não enxerga ali um problema de gênero? Seria medo de enfrentar o Islã? Talvez porque criticar padrões cristãos no Ocidente seja mais fácil!

Veja o que Chimamanda questiona no livro que ensina educar crianças feministas:

E, por falar em vergonha, nunca associe sexualidade e vergonha. Ou nudez e vergonha. Nunca transforme a “virgindade” em foco central. (p. 68)

A hipocrisia chega ser absurda quando vemos o relato de meninas nigerianas que conseguiram escapar das mãos dos terroristas. Veja o que diz a jovem A. A. de 23 anos, que passou seis meses sequestrada pelo grupo Boko Haram:

Me transformaram em um objeto sexual. Faziam revezamento para se deitarem comigo. Agora estou grávida e não sei quem é o pai.

Quando olho para uma mulher nigeriana que se diz representante dos direitos femininos, que é vista como simbolo de empoderamento, questionando um suposto machismo no Ocidente porque ela se sente mal diante de situações que considera opressoras, enquanto as mulheres do seu país não têm o mínimo de dignidade, só consigo ver hipocrisia. Pesquisando se havia alguma ação social de Chimamanda em favor das meninas e mulheres nigerianas que sofrem como escravas sexuais, não encontrei nada. A única coisa que encontrei foi um ”pingente poderoso” que ela desenhou ”cheio de significado”, todo o valor arrecadado pela venda das joias foi revertido para a PEN America, organização que defende e celebra a liberdade de expressão nos Estados Unidos – e no mundo inteiro -através da literatura e dos direitos humanos. Ou seja, ela reverteu o dinheiro para uma associação que está diretamente ligada ao trabalho que ela desenvolve, nada que vá diretamente para as vítimas de seu país. Nada!

Ao compararmos a vida de Chimamanda, que se diz lutar por direitos femininos, uma moça que mal cursou 1 ano de medicina, abandonou sua terra natal na primeira oportunidade e a vida do doutor Denis Mukwege, congolês, médico ginecologista renomado, cristão que mesmo sofrendo ataque terrorista e tendo a vida da família ameaçada, permaneceu em seu país porque escolheu dedicar a vida e seus recursos para cuidar de mulheres vítimas de estupro, não só restaurando o físico como também oferecendo ajuda para que elas se desenvolvam socieconomicamente, é aqui, na realidade, que vemos o quanto o movimento feminista se torna inútil na prática e só serve como trunfo para promover mulheres que se escondem atrás de uma retórica crítica a uma sociedade de influência cristã que não as oprime, mas as incomoda muito. Isso revela o quanto mulheres como Chimamanda são fracas e incapazes de promover mudança significativa na realidade de quem realmente sofre dentro de uma sociedade atrasada e dominada por homens ignorantes desprovidos de uma consciência com o mínimo de piedade. Se aventurar na América ”opressora” é muito mais lucrativo e interessante.

A verdade é que um único homem remido pela fé em Cristo Jesus, é capaz de fazer uma enorme diferença em um meio dominado pelo ódio e terror. Enquanto uma mulher feminista na comodidade de uma nação livre, se empodera para virar verso de música da Beyoncé. Não é o feminismo, é o Cristianismo que é capaz de fazer os indivíduos reais agentes transformadores na sociedade. [confira aqui a historia de Denis Mukwege]


Garotas cristãs sequestradas pelo Boko Haram sofrem com estupros e doenças venéreas

Uma garota que conseguiu fugir do cativeiro relatou que algumas das 200 meninas sequestradas em 2014 já foram mortas e outras foram forçadas a se casar com os terroristas.

Uma garota Chibok que conseguiu escapar dos domínios do grupo terrorista nigeriano Boko Haram revelou que muitas das 200 estudantes cristãs sequestradas em abril de 2014 ainda estão vivas. Mas as meninas sofreram muito sob o controle dos jihadistas, com um grande número de casos de estupros e transmissão de doenças. Além disso, aquelas que se recusaram a se converter ao Islã foram mortas.

O site ‘Saturday Vanguard’ informou que uma das meninas seqüestradas que foi mantida no acampamento da floresta de Sambisa conseguiu escapar do cativeiro e foi resgatada por pastores da etnia Fulani. Ela revelou que muitas das meninas foram realocadas para a região do Lago Chade, na sequência de operações militares realizadas na floresta de Sambisa, pelo governo da Nigéria.

“Todos nós fomos forçadas a nos tornar muçulmanas, mas fomos mantidas em acampamentos distantes uns dos outros”, disse a garota.

A fugitiva revelou que muitas das meninas foram forçadas a se casar com os terroristas, que as infectaram com diferentes tipos de doenças. Além de ter engravidado, a garota também acabou contraindo um tipo de infecção conhecida como VVF (fístula vesicovaginal) de um dos militantes.

Ela acrescentou que quase todas as meninas têm sido forçadas a se casar com militantes do Boko Haram, e muitas já estão dando à luz os bebês.

A garota também afirmou que acredita que os militantes islâmicos foram seriamente enfraquecidos, devido à atual campanha militar em curso contra eles, e estão se mudando para locais no entorno de acampamento, implantando minas e outros engenhos explosivos.

O Boko Haram tem promovido uma guerra contra o governo desde 2009, procurando expulsar todos os cristãos do país e matando qualquer pessoa – inclusive muçulmanos – que se interponha em seu caminho. O grupo já destruiu aldeias inteiras, cometendo assassinatos em massa, e expandindo seus ataques a países vizinhos, como o Chade e Camarões.

O presidente Muhammadu Buhari prometeu livrar o país do grupo jihadista, embora os militantes islâmicos continuem a realizar atentados. Pelo menos sete pessoas foram mortas na cidade de Maiduguri (nordeste do país), no mais recente ataque, ocorrido na última terça-feira (13), após a explosão de uma bomba tripla em um subúrbio densamente povoado.

Combate ao terrorismo
O Exército da Nigéria afirmou que as ações do Boko Haram estão revelando cada vez mais o desespero do grupo, informou a Associated Press.

“O laço está apertando em torno dos terroristas”, disse um porta-voz da Defesa da Nigéria no início desta semana. “Vamos continuar o ímpeto até que os terroristas estejam extintos da Nigéria”.

Grupos de monitoramento de direitos humanos como a Anistia Internacional disseram que cerca de 20 mil pessoas morreram durante os seis anos insurgência do grupo terrorista.

O caso das meninas Chibok tem especialmente cativado a atenção do mundo e sua situação ganhou as manchetes dos jornais em todo o mundo no ano de 2014.

Em agosto (2015), o Rev. Samuel Dali, da Igreja dos Irmãos na Nigéria, que disse que ele é o pastor de muitas das meninas Chibok, revelou que mais de 8.000 membros das congregações ele supervisiona foram mortos pelo Boko Haram.

“70% das nossas igrejas foram destruídas pelo Boko Haram nos estados de Adamawa, Yobe e Borno. Mais de 8 mil de nossos membros foram mortos e 176 das meninas sequestradas em Chibok fazem parte das nossas igrejas”, revelou Dali.


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